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Infinitos

Buscar o infinito, olhando pra trás... Quem ousaria? Contrariando, é lá que ele está. (onde mais seria?) Desafiando nossa lógica (limitada) compreensão, a ideia do infinito é a apoteose da abstração: sem vez no agora, quando tudo só é se concreto for. Em tempo de amores líquidos, tudo se finda. (menos meu amor por você) Tudo é matéria, e tem que acabar logo. Substituir, e logo acabar, de novo. Contemplar o infinito cura almas e córneas. Mas quem seduz é a tela. Porque faz invisível o vazio de dentro, e sufoca o espaço dos olhares profundos. A matemática diz: entre arte e ciência cabem infinitas nuances. Não, não diz. Deveria, porém. A solução mora (justamente) no oceano de pontinhos (inclassificáveis) que transitam (livremente) entre a poesia e o método, entre as pontas do clichê em que duelam emoção e razão, mal e bem. (Se eu conseguir) unir as pontas... (Se eu conseguir) me achar nas pontas... Infinito é o caos que me co...

Des-coberta

Envolva-se com erva daninha e danou-se. Só que não. Não me dobro à tua baixeza de espírito, não preciso dos teus cães de guarda, nem de ti. (olha só) Vai, vive, fazendo-te de feliz. (é o que melhor cola) Arrasta-te pelo mundo, cobra, e enganas a quem... (não a mim) Eu, por aqui, ando descoberta, por aí, descobrindo os males que tu plantaste, que vingam apenas em terreno teu. Eu, por aqui, choro, sim, sofro as perdas que me causaste. (supostos amigos, enfim) Eu, por aqui, já não desejo nada a ti. Apenas sigo, sem medo mais. (em paz)

Arre

Linda lira lívida, espalha-me. Arrefece a minha febre e me leva praquela casa, a que eu sempre busquei. Arrebata-me, arrebata-os, faz com que eles me enxerguem, agora que me enxergo eu também. Arrebanha-nos, loucos que somos, todos, que juntos devemos ficar e nos espalhar e lhos espelhar. Arrebenta as cruas correntes, e me leva praquela casa, a que eu sempre busquei.

Ritual

Numa dança sensual, o vapor passeia... Já não há ponteiros. Alguns mililitros depois, a mente mais calma, aquecida a alma. Goles de paz.

Mutante

O desafio de se saber só - ou a sabedoria do amor próprio

Cada pessoa tem uma vida pra viver: a sua própria. Um trabalho a fazer, um amor a decifrar, alguns medos a enfrentar, uma família a sustentar, uns sapos a engolir, uma dor a curar... Estamos, ou deveríamos estar, todos ocupados o bastante com nossas próprias batalhas. Exceto àqueles que o destino fez dependentes a serem cuidados, a todos os outros cabe cuidar de si.  Como a vida é uma trama, a sociedade trata de misturar exércitos de um homem só, garantindo que ninguém consiga viver totalmente só, ou ao menos imune à influência que exerce, mesmo que involuntariamente, sobre a a vida do outro. Nesse cenário, conhecer a si mesmo já é desafio pra uma vida. Aprender o outro, então, pode ser um suplício ou uma aventura. E é aí que parece estar o segredo: pra quem se gosta, aventura; pra quem está perdido em si mesmo, suplício. Aventuremo-nos, pois! Que a vida sempre pode nos surpreender.

De tudo aquilo que é ruim

As dores que me foram causadas, O desrespeito a mim prestado, As agressões que me infligiram, As omissões que me atingiram, As mentiras que me contaram, A ira a mim direcionada, As injustiças contra mim cometidas, A deslealdade, O abandono, A descrença, A ofensa, O desamor. Que eu seja capaz de perdoar E ainda responder com flores e paz. Porque nada disso cabe em mim, Que não tenho armas, E espero seguir não tendo.