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Ao Pedro, com carinho

Sempre me lembro de você. De todo jeito, é sempre bom. Meu filho emprestado, meu irmão roubado. O amor é muito, o preparo é pouco. Queria saber te amar. Sei, de fato, mas quem vê? O mundo me engole, e com ele é engolido meu amor. E você continua me fazendo feliz, porque te ver crescer me faz crescer junto, mesmo que seja pra não te desapontar.

A Índia da verdade e a Índia da realidade

Da série: recomendo. O filme Water, de Deepa Mehta. Faz questionar a beleza da fé, o valor das tradições. A consciência. A fé e a consciência, e o conflito entre elas. E o quanto tudo isso se confunde na Índia. Bonito, de uma boniteza perturbadora. Sem contar a qualidade e a ousadia. Que podem fazer chorar.

Um dia bom

Hoje é um dia bom, que já foi mais triste. Triste porque você não está mais aqui, e hoje seria o dia da celebração se estivesse. Bom porque a gente acaba aceitando essa tristeza e carregando a saudade como um filme muito bonito, daqueles que nos fazem chorar e sorrir e querer ver repetidas vezes, porque sempre trazem um riso choro novo, um detalhe que não tínhamos visto e que nos ensina mais uma coisinha e nos traz você de volta, sua voz de volta, seu sorriso de volta. É uma pena não poder te abraçar, mas é uma alegria poder carregar esse filme comigo. Te abraço como de costume, no próximo sonho, combinado?

Esquilinho

À velocidade da luz caminham meus pensamentos, Devaneios de uma forasteira eternamente perdida. Enquanto a luz viaja para nos mostrar o mundo, Ele se acaba. Ao lado dele desatenta sigo. Do futuro alguém nos vê E adivinha nosso fim. Tudo é uma coisa só porém, E assim estamos salvos Eu, você, o buraco na calçada e a ratazana atropelada. Em busca de uma paz já encontrada, Vejo um esquilo, uma entre tantas graças da natureza. Presente aceito e celebrado, a paz aumenta, Com ela a felicidade, plena e lúcida. Sinto o cheiro da serenidade E não preciso mais batalhar por ela. Suspiro... Não há mais nada a temer.

O movimento minimalista e a educação

Muito se fala atualmente sobre um movimento minimalista, não no contexto artístico e literário, mas como uma espécie de sociedade alternativa que vem se desenhando em fuga aos apelos consumistas e narcisistas do zeitgeist . Em minhas tentativas de adesão ao minimalismo, fica evidente a dificuldade de inserção na sociedade consumista padrão quando se deseja afastar-se do supérfluo e do culto ao exagero. Perguntarão quem sou eu pra fazer tão atrevida análise, mas suponho que a história ajude um pouco a entender tal dificuldade. Em diferentes épocas e por não tão diferentes razões, as nações viveram tempos de escassez. Quando a crise passou, todos buscaram - e buscam - a abundância. Crise ainda há, certamente, mas mesmo - e principalmente - aqueles que a enfrentam acatam e pregam o "quanto mais, melhor". Experimente oferecer um jantar e minimizar o cardápio: ao invés de comida à vontade, uma porção por convidado. Experimente ter apenas duas camisas e revezá-la...

Umsonetodoavesso

My life is such an adventure! My friends are so few, Because they are worth... And the universe, the universe... What the hell has it to do with my life? I'm just a tiny sand... E no final das contas, quem se importa? Tudo se vai. O momento final retardar... ...pra quem eu amo também. No way I would survive If I had lost everyone I love. Just unbearable...