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Minha batalha, minha vitória

Imensa e talvez eterna, acalenta a alma essa dor ocasional que me lembra o tamanho da minha coragem e do meu amor próprio. Me traz um orgulho de ser quem sou e de ser capaz de me manter fiel aos meus valores e de me reconstruir e de seguir em frente ainda melhor e mais feliz finda a tempestade. O medo e a ilusão, embora por vezes presentes, já não me regem. Sinto confiança e sinto alegria, sinto a tranquilidade e a vontade de viver, e a força pra apreciar e transformar essa vida a cada dia.
E agradeço, sim, a Deus - a quem mais? - por ter me acompanhado e por permanecer ao meu lado, em parceria, em cumplicidade, em amor.

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A mim

Em lua de mel comigo mesma, saboreio minhas ousadias e preguiças, porque por um tempo acreditei que eu era igual a todas, egocêntrica e egoísta, daí quase anulei meu ego pra mostrar que era o contrário, mas a vida me mostrou o que realmente sou: incorrigivelmente feliz.
Oito de março de dois mil e vinte e um, nove da noite. Você finalmente se senta e pensa em escrever alguma coisa interessante. O dia foi ótimo. Você acordou às seis e meia (normalmente sua filha te chama antes das seis) depois de ter ido dormir por volta das onze. Teve uma interrupção na madrugada, nada demais. Ela te chamou, você foi lá, ela te abraçou e logo voltou a dormir. Você também não teve muita dificuldade pra dormir depois de voltar pra sua cama. Sua filha levou quase uma hora até escolher uma roupa que a deixasse satisfeita. Ela está na fase em que as roupas ganharam um significado, e não servem mais apenas pra cobrir o corpo. Uma hora ela quer vestir saia de tule e collant (isso veio depois que você e ela se fantasiaram e dançaram a tarde toda no quintal pra curtir o Carnaval cancelado pela pandemia), mais tarde é a roupa do Simon (o coelho do desenho), e às vezes no mesmo dia são cinco papéis (o que dá cinco roupas também) diferentes que ela interpreta (junto com você, a q...

Dindar

Ela, eu, você. E ela. Todos olhares, o meu, o seu, o nosso, se voltam pro dela. A onda mágica molha os pés da menina, que, pequena, nos olha. Com o mesmo encanto, encara a vida e nos convida a olhar também. Areia nos pés, mãos entrelaçadas, promessa de amor, presente de irmã. A menina e o mar, e nós a dindar.