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Ô balancê

Eu estava lá. Por menos que quisesse. Depois de me render ao apelos chatíssimos dos foliões incansáveis, sim, eu estava lá. E, quando no meio dessa gente toda cheia de vazio encontramos alguém interessante, vale a pena bancar o simpático. Mas isso sempre acaba mal, deslocado. Não dessa vez. Talvez por ela não ter conseguido entender o que eu disse no meio daquele baticum todo. Benditos foliões...

Sem perder a ternura...

Sabe aqueles filmes que te pegam logo na primeira cena? Em C.R.A.Z.Y., o personagem Zach, interpretado com delicadeza e naturalidade por Émile Vallée e Marc-André Grondin, é nada menos do que apaixonante. A sensibilidade de Jean-Marc Vallée nos lembra que, ao contrário do que tentam nos convencer os hollywoodianos, é o amor - e não a vaidade - que move o mundo.

Fraquezas...

Sempre evitei os ídolos. Tolice ou não, acho ingênuo demais ter um ídolo. Mas quando você encontra um... "there is no why" . "It's impossible, that's sure. So let's start working." Philippe Petit

Das novelas de TV

Sem muito tempo pra criar, vou copiar mesmo. Do artigo intitulado "A hipermassificação e a destruição do indivíduo", do filósofo e escritor Bernard Stiegler : "Quando dezenas ou centenas de milhões de telespectadores assistem simultaneamente ao mesmo programa ao vivo, essas consciências do mundo inteiro interiorizam os mesmos objetos temporais. E se, todos os dias, elas repetem, na mesma hora e regularmente, o mesmo comportamento de consumo audiovisual, porque tudo as leva a isso, tais “consciências” terminam por tornar-se a consciência da mesma pessoa – isto é, de ninguém." Em tempos de Big Brother, acho pertinente e saudável pensar nisso. E a quem interessar possa: http://diplo.org.br/imprima2197 . Au revoir ...

Entre outras coisas...

Vamos começar colocando o dedo na ferida. Por que afinal demorei tanto pra começar essa brincadeira? Pelo mesmo motivo que me inibe ao escrever e-mails, cartas, recados, dar telefonemas, enfim, que inibe minha capacidade de comunicação - muitas vezes de forma paralisante. É o tal perfeccionismo. Acho que hoje não chega a ser patológico, mas confesso que já foi. Mas a gente aos poucos descobre que errar é saudável, e saber lidar com os próprios erros é fundamental no processo de amadurecimento. A felicidade no final das contas só é possível quando somos livres o suficiente pra ser imperfeitos. Houve um tempo em que eu leria esse texto inúmeras vezes antes de decidir não enviá-lo, porque ainda poderia ser melhorado. Dessa vez me propus o desafio de escrever numa tacada só, e inaugurar o blog sem neuras, sem medo de encontrar depois um errinho ou outro. O perfeccionista que se atreve a escrever vive um dilema: deseja tanto quanto teme o inevitável julgamento de quem o lê. Não há nenhum ma...