Ela, eu, você. E ela. Todos olhares, o meu, o seu, o nosso, se voltam pro dela. A onda mágica molha os pés da menina, que, pequena, nos olha. Com o mesmo encanto, encara a vida e nos convida a olhar também. Areia nos pés, mãos entrelaçadas, promessa de amor, presente de irmã. A menina e o mar, e nós a dindar.
Sacrilégio, talvez, mas na sua infinita sabedoria, Deus criou a mulher e o homem nessa respectiva ordem, porém pobre homem, para se setir necessário e na sua ingênua malícia escondeu até hoje sua necessidade de mulher. Quem sabe a mãe, uma irmã, ou então uma amiga, esposa, mas sempre uma mulher.
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